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Faturamento cai 6% em 2016

25 Abr

Setor de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos tem queda pela segunda vez consecutiva no Brasil.

O cenário de instabilidade político-econômica que vem assolando o Brasil nos últimos anos reflete diretamente no desempenho dos principais agentes econômicos do país. E o segmento de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos (HPPC) - historicamente mais resiliente – enfrenta, pelo segundo ano consecutivo, o impacto desse cenário negativo somado ao aumento de impostos.

O setor fechou 2016 com faturamento “Ex-factory” (líquido de imposto sobre vendas) de R$ 45 bilhões e queda real de 6% em relação ao ano anterior. “A indústria de HPPC segue empenhando esforços para superar o momento que estamos vivendo no Brasil e, apesar da queda, já conseguimos entregar um resultado melhor do que em 2015”, comentou João Carlos Basilio, presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal Perfumaria e Cosméticos (Abihpec).

O aumento das alíquotas tributárias teve impacto direto em importantes categorias de cuidados pessoais e o consumidor brasileiro – que já vem mantendo o orçamento apertado – sentiu a alta nos preços. Categorias ligadas diretamente à saúde, como produtos de higiene oral, por exemplo, perderam posição no ranking mundial de consumo, de 3ª para 4ª posição. “Somente o creme dental, essencial para o cuidado da saúde bucal, teve queda de volume de 4,6%. Do ponto de vista da saúde do brasileiro, significa dizer que estamos dando um passo para trás”, alerta Basilio.

O efeito cambial para conversão do real para dólar também influenciou o resultado negativo e, como consequência, o setor acabou perdendo liderança no mercado mundial em outras categorias de reconhecimento internacional e essenciais no dia a dia, como a de cuidados para os cabelos (passando de 3° para 4° consumidor mundial).

Cenário político econômico e perspectivas

A Abihpec acredita que o setor volte a crescer e feche 2017 com pequena melhora em relação a 2016. “Se tudo correr da forma como estamos planejando, prevendo e trabalhando, somado ao encaminhamento das reformas vitais para a sustentação da economia nacional, acreditamos em uma breve recuperação ao longo do ano”, analisa Basilio.

Com informações da Abihpec.

Andréa da Luz

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