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Andréa da Luz - Sou jornalista, engenheira química e apaixonada por cosméticos. Nesse espaço, trago novidades sobre o mundo maravilhoso da cosmetologia.

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Eu testei
Sex, 20 de Novembro de 2009 09:11

Pois é, eu sou mesmo contra o uso de animais como cobaias para testes de cosméticos. No entanto, ao ver minha cachorrinha tão abatida e com dor, após duas cirurgias seguidas em menos de um mês para retirar duas pedras da bexiga, resolvi apelar para o cicatrizante mais poderoso que tenho em casa: o óleo de copaíba. Já falei dele aqui, mas acho que esse uso é inédito.

Como sei que a copaíba é recomendada para períodos pós-cirúrgicos, resolvi fazer a limpeza diária do ferimento da Zuca utilizando óleo embebido em um algodão. Na primeira semana, passei duas vezes ao dia, depois reduzi para apenas uma vez,à noite. Isso foi na primeira operação. Na segunda, repeti o procedimento mas, como estava numa correria total, consegui aplicar apenas uma vez ao dia, por cerca de 10 dias. Está aí na foto o resultado de como ficou a barriga dela, após 3 semanas da segunda intervenção cirúrgica na clínica veterinária. Ah, é claro que ela tomou os antibióticos e antiinflamatórios direitinho, também! O produto que usei foi o óleo orgânico da Folhata Cosméticos, cerca de um terço do frasco (o vidro de 30ml custa R$ 26).

Zuca e tratamento pós-cirúrgico
Uso medicinal
É importante dizer que minha iniciativa não partiu exclusivamente da curiosidade no teste de cosméticos. Esse fascinante óleo vem sendo usado até na cicatrização de implantes de silicone nos seios - procedimento que pode causar inflamação acentuada, tornando necessário o uso de anti-inflamatórios no pós-operatório. Dado que somente no Brasil são realizadas mais de 600 mil cirurgias plásticas por ano (de acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica), e que a maior parte delas é de implante de silicone nos seios, alunos do curso de Medicina da Universidade do Estado do Pará (UEPA) estão pesquisando a administração do óleo da copaíba de forma preventiva, para evitar a inflamação. "Quando acontece a retração do tecido fibroso que envolve o implante, a paciente sente muita dor, e pode ocorrer deformidade da mama, o que faz com que algumas pessoas necessitem passar por nova cirurgia. Nosso objetivo foi utilizar plantas medicinais da região que viabilizam um tratamento de baixo custo", diz Victor Gonçalves, bolsista participante da pesquisa.

Segundo os pesquisadores, a eficiência na diminuição do processo inflamatório e da fibrose pela administração da copaíba por via oral vai servir de base para que estudos mais avançados possam ser desenvolvidos na área. Na Amazônia, o óleo de copaíba é utilizado para fins diversos, que vão desde tratamentos contra caspa e dermatites, até problemas gástricos e bronquites. Além de ser usado como anti-inflamatório, a copaíba também tem propriedades diuréticas, expectorantes, desinfetantes e estimulantes. É utilizada como combustível para clarear a escuridão da noite, substituindo a função do tradicional óleo diesel nas lamparinas. Na indústria, esse óleo pode ser usado para fabricação de vernizes, perfumes, farmacêuticos e até para revelar fotografias.

Mais informações sobre esse estudo através da assessoria de imprensa do Governo do Pará; e Ex-Libris Comunicação Integrada: (11) 3266-6088.
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